Na Comunicação Social internacional destaca-se hoje a
notícia do provável uso de armas químicas na Guerra da Síria. Um vídeo chocante
exibe pessoas, aparentemente gazeadas, em lugar incerto na Síria. São mostrados,
entre outros, dezenas de cadáveres de crianças.
Nesta altura em que as tropas governamentais da Síria parecem
imparáveis a vencer o conflito que grassa no país há mais de dois anos, que só
se mantem ativo, é bom não esquecer, graças ao apoio das monarquias ultra
reacionárias do Golfo Pérsico, numa conjugação paradoxal com as potências
ocidentais que, desta vez, ao contrário do que lograram na Líbia, não
conseguiram mobilizar a aviação da NATO, surge esta “providencial” notícia, que
pode servir de pretexto para uma intervenção musculada a coberto da ONU, que
faça, finalmente, cair Bashar al-Assad.
É bom entender que a vitória de Assad, que já se vislumbra, significa antes de mais uma
derrota das monarquias corruptas da região e o surgimento duma nova correlação
de forças que perturba o “status quo” até agora favorável aos EUA e seus
aliados, designadamente Israel. É
estranho que nesta fase do conflito em que aparentemente as tropas sírias já
ultrapassaram os principais obstáculos, se lembrem de recorrer a armas de
destruição maciça…
A notícia e o ruído que está ser feito à sua volta, faz recordar
o pretexto usado para invadir o Iraque, no tempo de Saddam, que depois se verificou
ser uma escabrosa invenção. Não digo que não tinham sido usadas armas químicas
mas é contra toda a lógica que tenham sido usadas pelas tropas sírias. Sobretudo
nesta altura. Tratar-se-á apenas de mais uma coincidência?
Daniel D. Dias
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