sábado, 31 de agosto de 2013

Alvos fáceis



Há pessoas que não tomam partido por nada porque em tudo ou em todos encontram defeitos. Esta é uma das mais comodistas – e hipócritas – formas de não participar em nada, em tergiversar de todos os problemas, e de acabar por apoiar invasões como as do Iraque ou da Líbia. Dizer que a Síria é um vespeiro, que Assad não é melhor que os insurgentes pagos e apoiados pelo Catar, Arábia Saudita, e, claro está, pela CIA, entre outros países subitamente preocupados com alguns regimes da zona do golfo, que Putin (aliado de Assad) não é melhor  que Obama, é uma forma de encolher os ombros à perigosa ingerência num país soberano, agressiva e ilegal, que EUA  e seus aliados se preparam para desencadear.


Estas pessoas esquecem-se que o mundo é muito mais pequeno do que parece e que algo que agora aparenta ocorrer longe da nossa casa de repente pode tocar-nos à porta… Que o digam as vítimas dos atentados de Atocha em 2004: Que tinham eles a ver com o que se passava no Iraque ou no Afeganistão? Cuidado com as generalizações, as indiferenças, as apreciações descuidadas. Podem tornar-nos alvos fáceis.


Daniel D. Dias

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