terça-feira, 20 de agosto de 2013

Dúvida



Constato a frequência com que se zurzem nos políticos profissionais. Pelo menos verbalmente. Observo os apelos que vão surgindo à insurreição, ou, com mais frequência, à abstenção ou ainda à negação do voto aos chamados partidos do arco do poder. (E apenas nesses porque dos outros pouco se fala. Parece que já se tornou rotina “aceitável” que esses fiquem sempre em situação subalterna.)

Mas se quase toda agente concorda que o problema da democracia portuguesa é não ser uma verdadeira democracia porque não reflete a vontade do povo, antes expressa o interesse dos partidos que a dominam – daí muitos chamarem-lhe, e a meu ver acertadamente, partidocracia -, era de esperar que surgissem por aí apelos a que se tomasse o poder nos partidos – de assalto ou de qualquer outro modo -, por forma a que esses instrumentos pudessem expressar o sentir e o querer dos cidadãos. Parece extravagante mas na verdade foi o que fizeram alguns rapazolas que agora estão no poder e outros que se preparam para lá entrar. Esta asserção tem por base esta lógica elementar: é seguramente mais acessível dominar a direção de um qualquer partido do que tomar a Assembleia da República ou a chefia dum Governo… Se alguém tem dúvidas que se aconselhe junto do Passos ou do Seguro e de outros que andam por aí comissários de vários partidos. Nisso eles são competentes.

Não entendo: Ou as pessoas que se queixam estão meramente a desabafar para aliviar a tensão e passar o tempo, ou simplesmente estão resignadamente de acordo com a confrangedora situação que se vive e não têm coragem para o reconhecer?


Daniel D. Dias

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